19 de Janeiro – Dia do Terapeuta Ocupacional

19 de Janeiro – Dia do Terapeuta Ocupacional

Hoje vamos conhecer um pouquinho do trabalho, das atividades realizadas e a importância desses profissionais para os pacientes de uma UTI Neonatal. Provavelmente você já ouviu falar de algumas técnicas realizadas por eles, e já viu até mesmo aqui em nossa página. Método Canguru, Ofurô, Redinha e rolinho são conhecidos nomes para as mamães , papais e responsáveis que vivem ou viveram neste ambiente.

De acordo com o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, CREFITO, “a terapia ocupacional é uma profissão da área da saúde que promove prevenção, tratamento e reabilitação de indivíduos portadores de alterações cognitivas, afetivas, perceptivas e psico-motoras, decorrentes ou não de distúrbios genéticos, traumáticos ou de doenças adquiridas por meio da utilização da atividade humana como base de desenvolvimento de projetos terapêuticos específicos.”

O ambiente hospitalar não é o mais acolhedor e aconchegante, principalmente para bebês, que necessitam passar seus primeiros dias, ou até meses, internados em uma UTI Neonatal. A longa permanência deitados na incubadora, passando por diversos procedimentos médicos, o barulhos dos aparelhos e campainhas, as luzes… essas e outras intervenções  cooperam para que os bebês fiquem irritados e estressados. De mesmo modo os pais, principalmente as mamães, que sonham com o momento de levar seus bebês para casa, mas precisam permanecer no hospital para amamentar e acompanhar suas crias, se sentem deslocados, em um local diferente, convivendo com todos os medos e riscos que o momento apresenta.  Então, as terapias ocupacionais e suas técnicas são empregadas com o intuito de humanizar essa rotina, acelerar a recuperação e o desenvolvimento com a participação da família.

Devemos lembrar sempre que no útero esses bebês estavam apertadinhos, aconchegados, quentinhos, ouvindo a voz e o batimento cardíaco da mamãe, que estava sempre em movimento. Mas internados na UTI, totalmente retos, soltos, parados, em um ambiente refrigerado, com sons completamente diferentes… é estranho e desconfortável para eles! E as técnicas utilizadas são para que esse bebê não sinta de forma tão traumática essa mudança de ambiente. Permitindo que ele ganhe peso, cresça e se desenvolva de uma maneira tranquila. Então, vamos à elas:

Canguru

Método Canguru: o bebê fica preso ao corpo da mãe ou do pai enrolado por uma faixa. O ideal é que os dois tenham o maior contato pele a pele possível e pelo tempo que for confortável e prazeroso para ambos. Essa técnica permite a participação dos pais nos cuidados do bebê ainda no ambiente hospitalar e gera o conhecimento, intimidade e vínculo entre o bebê e seus pais.

IMG-20160113-WA0067

Ofurô: é uma técnica de banho terapêutico que relaxa e tranquiliza o bebê, diminui o estresse, a irritação, estabiliza a freqüência cardíaca e respiratória, ajuda nas cólicas. Nele o bebê fica submerso em água morninha até a altura do pescoço, que o remete ao útero, onde ele se sentia seguro para crescer e se desenvolver.

IMG-20160113-WA0064Redinha: é literalmente o que o nome já diz: uma rede pequena,de tamanho e tecido apropriado, que é posicionada na incubadora.

Rolinho: pode ser feito com uma manta grande, uma toalha de banho ou lençol. O tecido é enrolado (criando um rolo mesmo) e depois suas pontas são unidas formando uma espécie de ninho. O bebê é posicionado dentro dele, desta maneira não se sente completamente solto.DSC_0141

Essas técnicas são conhecidas pelos profissionais de saúde como “estratégias de posicionamento e contenção ao recém-nascido”. “Estudo considera que a prática destas medidas acarretam ganhos não só no campo de desenvolvimento, mas também simplificam o tratamento e viabilizam a recuperação do recém-nascido pré-termo.”

Mas não pára por aqui! Após receberem alta da UTI os bebês continuam tendo acompanhamento do Terapeuta Ocupacional e de uma equipe multidisciplinar que avaliam e apoiam seu crescimento e desenvolvimento. Dão suporte às mamães esclarecendo dúvidas sobre a amamentação, os cuidados dos bebês em casa e sua inclusão familiar.

Além do contato direto com os bebês o terapeuta ocupacional atenta também ao cuidado com o ambiente em que eles estão inserido: os barulhos e ruídos, exposição a luz (natural e artificial) e higiene.
Então é isso! Parabéns aos nossos colegas terapeutas ocupacionais pelo seu dia!

Um abraço todo especial à nossa querida TO Larissa, que está cuidando do Miguel em seu período de licença maternidade!

 

 

Reportagem: Claudia Gomes

Fonte:
http://www.crefito9.org.br/terapia-ocupacional/o-que-e-terapia-ocupacional/164
https://revistas.ufrj.br/index.php/ribto/article/view/4254